Projeto da Fitoclone é aprovado em edital RHAE do CNPq

O projeto “Bioprospecção e Propagação In Vitro para a Obtenção de Protocolos Comerciais e Clones de Espécies Florestais Nativas”, da empresa incubada Fitoclone, foi aprovado no edital MCT/CNPq n° 75/2010-RHAE Pesquisador na Empresa.  A aprovação, que foi divulgada no dia 16 de novembro, vai estimular o desenvolvimento da pesquisa através de financiamento para recursos humanos, ampliando a equipe envolvida no projeto.

O edital em questão selecionou propostas que visem contribuir, de forma significativa, para o desenvolvimento científico-tecnológico e a inovação no país. A ideia é apoiar as atividades por meio da inserção de mestres ou doutores nas empresas, atendendo aos objetivos do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional. De acordo com Anderson Pilon, sócio-proprietário da Fitoclone, o apoio financeiro à empresa será realizado através da concessão de 4 bolsas: duas para mestres, uma para graduando e uma de apoio técnico para desenvolvimento do projeto.  A ampliação da equipe, segundo ele, facilitará a obtenção de resultados e possibilitará o trabalho com novos focos de pesquisa.

O projeto aprovado, que alia o desenvolvimento produtivo à redução de impactos ambientais, tem como meta a criopreservação e a obtenção de clones de espécies florestais da flora brasileira, sejam elas ameaçadas de extinção ou de difícil multiplicação através de sementes. Neste sentido, a intenção é produzir matéria-prima de qualidade para o mercado e também gerar clones livres de doenças para a recuperação de áreas degradadas. Tais alternativas representam o desenvolvimento de técnicas viáveis de estabelecimento e multiplicação in vitro de espécies da flora brasileira, o que se constitui o diferencial de inovação tecnológica da Fitoclone.

A empresa, que obteve resultados na linha de pesquisa e já foi beneficiada pelo CNPq e pela Fapemig, tem agora a expectativa de dar continuidade ao trabalho já realizado e também promover novas experiências, como ressalta  Anderson Pilon. “ Os resultados  já tem sido promissores, pois já estamos conseguindo propagação in vitro. E, com este projeto aprovado, visamos maximizar o trabalho com as espécies que já conseguiram bons resultados e trabalhar com novas espécies nativas”, afirma.

Fonte: Centev/UFV